3 de Abril de 2010

Como saber se está debaixo de Feitiçaria Espiritual

“Todo aquele que quiser fazer-se grande entre vós, seja vosso servo” (Mateus 20:26).


Os líderes espirituais são chamados por Deus para servirem o Seu povo, para os alimentarem e equiparem. No entanto, em alguns grupos cristãos - igrejas, organizações e até mesmo famílias - os líderes usam a sua autoridade para controlarem e dominarem outros, para“exercerem autoridade sobre eles”, conforme Jesus o descreveu (v. 25). Através do uso subtil das palavras “espirituais” certas, os membros são manipulados ou envergonhados para forçá-los a certos comportamentos que os induzem ao legalismo, culpa e serviço invejoso.

Este problema pode muito bem ser chamado de Feitiçaria ou Abuso Espiritual - códigos espirituais de normas escritas e não escritas, profundamente enraizadas, que escravizam os crentes a um sistema, a um líder ou a um padrão de actuação que consome a verdadeira vida espiritual. Os relacionamentos entre as pessoas em tais sistemas espiritualmente abusivos, quer seja em igrejas ou em outros ambientes cristãos, são normalmente ditados por algumas dinâmicas que passarei a descrever sucintamente. Igualmente darei algumas sugestões sobre o que deve fazer se se encontra apanhado num sistema que opera dessa maneira.


1. Postura de Poder


A postura de poder ocorre quando os líderes passam muito tempo focados na sua própria autoridade e a lembrar os outros acerca dela. Isso é necessário porque a sua autoridade espiritual não é real - é uma reivindicação vazia baseada em algo diferente do genuíno carácter divino que é a verdadeira base bíblica para a autoridade.

Aqueles que estão em posições de verdadeira liderança demonstram autoridade, poder espiritual e credibilidade através das suas vidas e mensagem. Se não o fazem, não são verdadeiros líderes. A razão porque é dada autoridade espiritual a qualquer um de nós é porque Deus nos tem guiado através de experiências reais da vida, pelas quais Ele Se tem revelado e à Sua Palavra como verdadeiros. Assim, a autoridade espiritual é vista naqueles que dizem: “Deus e a Sua Palavra são reais - tenho-os provado no meu ser. Sei que há esperança em Deus!”

O apóstolo Paulo disse aos seus seguidores: “Vós sois a nossa carta (de recomendação), escrita em nossos corações, conhecida e lida por todos os homens...o resultado do nosso ministério” (II Coríntios 3:2,3).

Ser contratado ou eleito para uma posição de liderança espiritual, ser o que fala mais alto ou o que dá mais, não dá autoridade a ninguém. Deus dá autoridade aos líderes para que possam edificar pessoas, servi-las, equipá-las e libertá-las para cumprirem a agenda de Deus - que pode ou não coincidir com a agenda pessoal das pessoas em liderança.


2. Preocupação com a Actuação


Os sistemas espirituais abusivos estão preocupados com a actuação dos seus membros. A obediência e submissão são duas palavras importantes usadas com frequência.

Deus ensina que primeiro Ele olha para o coração; Preocupa-Se que não façamos a coisa certa por todos os motivos errados. É verdade, é claro, que a obediência a Deus não é negociável. No entanto, a maneira de dizermos se as pessoas estão a fazer a coisa certa pelo motivo errado é vermos se estão a manter-se informados sobre isso.

Se a obediência e o serviço estão a fluir de si como um resultado da sua dependência apenas em Deus, não se manterá informado tendo em vista uma recompensa; fará apenas. Mas se está preocupado se tem feito o suficiente para agradar a Deus, então não estará a olhar para Ele - estará a olhar para as suas próprias palavras e ficará preocupado em saber quem mais está a olhar para si, avaliando-o.

A obediência e a submissão são importantes? Sem dúvida. A Escritura diz: "Obedecei a vossos guias, e submetei-vos a eles” (Heb. 13:17). Contudo, para trazermos equilíbrio, devemos acrescentar a esses versículos, uma passagem igualmente importante. Considere as palavras de Pedro e os outros apóstolos aos líderes religiosos a quem estava a desobedecer: “Mais importa obedecer a Deus do que aos homens” (Actos 5:29).

Fora do contexto, a obediência aos líderes parece boa teologia. Acrescente o contexto maior e verá que é apenas apropriado obedecer e submeter-se à liderança quando a autoridade deles vem de Deus e a sua posição é consistente com a d’Ele.

Verdadeira submissão não é seguir ordens para evitar ser envergonhado, para ganhar a aprovação de alguém, ou para manter um status espiritual ou uma posição intacta na igreja. É apenas uma auto-busca complacente. Verdadeira obediência não pode ser simplesmente um comportamento legislado pelo exterior: deve vir de um coração que ama a Deus.

3. Normas não Faladas


Em sistemas espirituais abusivos, as vidas das pessoas são controladas de “fora para dentro” por normas, faladas e não faladas. Normas não faladas são aquelas que governam igrejas, organizações ou famílias, mas não são ditas em voz alta. Porque não são explícitas, não sabe que existem até as quebrar.

Por exemplo, ninguém numa reunião da igreja iria dizer em voz alta: “Sabe, nunca devemos discordar do pastor sobre os seus sermões - e se discordar nunca mais ninguém confiará em si e nunca lhe será permitido ministrar em qualquer área nesta igreja.” Neste caso, a norma não falada é: “Não discorde com as autoridades da igreja - especialmente o pastor - ou a sua lealdade será suspeita”.

Regras como esta permanecem não faladas porque examinando-as à luz de um diálogo maturo, iria instantaneamente revelar o quanto elas são ilógicas, doentias e anti-Cristãs. Assim o silêncio torna-se o muro da fortaleza de protecção, protegendo a posição de poder do pastor, do escrutínio ou desafio. Quebrar a regra, por outro lado, leva a uma de duas consequências: ou negligenciar (ser ignorado, deixarem passá-lo despercebido, evitado) ou legalismo agressivo (ser questionado, abertamente censurado, pedirem-lhe para sair - ou em casos extremos, ser mesmo amaldiçoado).

Expôr normas implícitas provoca tais reacções graves, porque a mais poderosa de todas as normas não faladas no sistema abusivo, é a que nós rotulamos de “não posso falar”. A maneira de pensar é assim: “O verdadeiro problema não pode ser exposto porque então teria que se lidar com ele e as coisas teriam de mudar. Por isso deve ser protegido atrás de muros de silêncio (negligenciar) ou por assalto (ataque legalista). Se falar sobre o problema em voz alta, você torna-se o problema. De alguma maneira, precisa de ser silenciado ou eliminado.”

Se tudo o que nos une é um acordo de fingimento, então temos nada mais do que uma paz e unidade ilusórias, com subcorrentes de tensão e calúnia. Isto está muito longe de se guardar “a unidade do Espírito no vínculo da paz”, a verdadeira indicação de igrejas cristãs saudáveis (veja Efésios 4:3).

4. Falta de Equilíbrio


A característica de um sistema espiritualmente abusivo é uma abordagem desequilibrada ao viver exteriorizando a verdade da vida cristã. Isto manifesta-se em dois extremos:

Objectivismo extremo: O primeiro extremo é uma abordagem empírica à vida, que eleva a verdade objectiva à exlusão de umaexperiência subjectiva válida. Isto vê-se em sistemas religiosos onde, mesmo embora a obra do Espírito Santo possa ser reconhecida teologicamente, a um nível prático, seria suspeita, ou mesmo negada.

Esta abordagem à espiritualidade cria um sistema no qual a autoridade se baseia apenas mais num nível de educação e intelectual, do que na intimidade com Deus, obediência e sensibilidade ao Espírito Santo. O sistema espiritual objectivo também limita Deus a agir apenas de certas maneiras que podemos explicar, provar ou experimentar. Resta-nos uma trindade de Deus o Pai, Deus o Filho e Deus a Bíblia Sagrada - como se entender e memorizar a Escritura fosse o único caminho para ouvir Deus.

Subjectivismo extremo: A outra manifestação de falta de equilíbrio é vista numa abordagem extremamente subjectiva da vida cristã. A verdade é elevada na base de sentimentos e experiências, dando mais peso a isso do que àquilo que a Bíblia declara. Neste sistema, as pessoas não podem saber ou entender verdades (mesmo que elas as entendam realmente e as conheçam) até que os líderes “as recebam através de revelação espiritual do Senhor” e as “transmitam” ao povo. Por isso torna-se mais importante agir segundo a palavra de um líder que tem uma “palavra” para si do que agir segundo o que sabe ser a verdade da Escritura, ou simplesmente da sua experiência pessoal.

Tal como com a abordagem ojectiva extrema, os Cristãos que são altamente subjectivos também têm uma ideia restrita da educação - a maior parte das vezes, que a educação é má ou desnecessária. Existe quase um orgulho por não ser educado e um desprezo por aqueles que são.


5. Paranóia


Na igreja ou família espiritualmente abusiva, há um sentimento - falado ou não falado - que os “de fora” não entendem de quê que se trata o grupo. “Não vamos permitir que saibam muito sobre nós,” dizem eles, “para que não possam ridicularizar-nos ou perseguir-nos.” Os “de dentro” partilham a presunção de que o que dizem, sabem ou fazem é o resultado de serem mais iluminados do que os outros. Por essa razão, concluem que os de fora entenderão mal e responderão negativamente a não ser que se tornem um do grupo.

Num lugar em que a autoridade é entendida e legislada, não simplesmente demonstrada, o medo da perseguição torna-se um pretexto para guardarem tudo dentro do sistema. Esta mentalidade constrói um forte muro-obstáculo à volta do sistema abusivo, isola os abusadores, do escrutínio e prestação de contas, e torna mais difícil para as pessoas sairem - porque depois serão também os de fora.

Embora seja verdade, claro, que há um mundo de maldade fora do sistema, as pessoas são levadas a pensar erradamente que aúnica segurança está no sistema. No entanto, ironicamente, ambos Jesus e Paulo avisaram que um dos maiores perigos para o rebanho, eram os lobos dentro de casa (Mateus 10:16; Actos 20:29,30).

Não somente esta paranóia espiritualizada faz com que seja difícil deixar o sistema; mas impede as pessoas de receberem a ajuda que necessitam. Quão triste, por exemplo, se ouvirmos que um pastor encobriu o abuso de uma criança numa das suas famílias da igreja, por causa de recear o “mau sistema de segurança social secular.” Não nos vamos nunca esquecer que uma das principais funções ao guiarmos o rebanho de Deus é procurarmos ajuda espiritual para as pessoas feridas - mesmo que signifique submetermo-nos a alguém que é perito numa área em que temos pouca ou nenhuma sabedoria.

6. Lealdade mal Aplicada


A característica seguinte do sistema espiritualmente abusivo é que fomentam e até exigem um sentido de lealdade mal aplicada. Não estamos a falar de lealdade a Cristo, mas acerca de lealdade a uma dada organização, igreja ou líder.

Mais uma vez, porque a autoridade é assumida ou lesgislada - e portanto não verdadeira - seguir também deve ser legislado. Isto é comumente realizado mediante a criação de um sistema em que a deslealdade a ou estar em desacordo com a liderança é o mesmo que desobedecer a Deus. Questionar os líderes é o mesmo que questionar Deus. Afinal de contas, algumas pessoas argumentam, o líder é a autoridade e a autoridade está sempre certa. Isto leva as pessoas a aplicarem mal a sua lealdade num líder, numa igreja ou numa organização. Mais uma vez, isto fortalece o muro à volta do sistema e faz com que seja mais difícil sair.

Três factores aqui que somam à lealdade mal aplicada:

“Somente nós estamos certos” - Os membros devem permanecer no sistema se querem estar “seguros”, ou ficar “em bons termos” com Deus, ou não serem vistos como estando errados ou “desviados”.

"Tácticas de medo" - Tenho aconselhado muitos cristãos que, depois de decidirem deixar uma determinada igreja, coisas horríveis lhes foram ditas. “Deus vai retirar o Seu Espírito de si e da sua família.” “Deus vai destruir o seu negócio.” “Sem a nossa protecção, Satanás vai apanhar os seus filhos.” Você e a sua família ficarão debaixo de maldição.” Isto é Feitiçaria ou Chantagem Espiritual que leva as pessoas a ficarem em lugares abusivos.

"Humilhação" - Indiscutivelmente, que a disciplina certa na igreja tem o seu lugar. Mas no sistema abusivo, a “deslealdade” perceptível mais do que o mau comportamento, normalmente, provoca a ameaça de ser exposto, humilhado ou removido, assegurando assim a submissão e isolando os que estão em autoridade. Fazem das pessoas exemplos públicos para enviarem uma mensagem aos que ainda permanecem. Podem até lançar campanhas impostoras contra elas para avisarem os seus amigos e outros no grupo de como elas são tão “perigosas”.

7. Reserva


Quando vê pessoas num sistema religioso serem reservadas (reticentes) - tenha cuidado. As pessoas não escondem o que é adequado; escondem o que é inadequado.

Uma das razões por que as igrejas, organizações e famílias espiritualmente abusivas são reservadas é porque são demasiado conscientes em relação à imagem. As pessoas neste sistema nem conseguem cumprir os seus próprios padrões de actuação, por isso têm de esconder o que é real. Alguns crêem que devem fazer isso para protegerem o bom nome de Deus. Por isso a maneira como as coisas parecem e aquilo que os outros pensam torna-se mais importante do que aquilo que é real. Tornam--se os “agentes de relações públicas” de Deus. Mas a verdade é que, Ele não está a contratar ninguém para essa posição.

Uma outra razão para a reserva numa igreja é que a liderança tem uma perspectiva condescendente, negativa da laicidade. Isto resulta em conspirações ao nível da liderança. Dizem para si próprios, “As pessoas não têm maturidade suficiente para aguentar a verdade.” Isto, no melhor dos casos, é condescendência.

Também se desenvolvem conspirações entre as pessoas leigas. Uma vez que não é bom notar ou falar dos problemas, as pessoas formam conspirações por trás de portas fechadas e ao telefone, ao tentarem resolver as coisas sem formalidades. Mas uma vez que não têm nenhuma autoridade, não se resolve realmente nada. E em todo o tempo, a edificação do verdadeiro Reino de Deus fica para trás.


Como se Libertar

Se se encontrar num sistema espiritualmente abusivo, o que pode fazer para se libertar? Primeiro, tem que chegar ao ponto em que entende que está a ser abusado espiritualmente e pedir ajuda. Segundo, precisa da renovação da mente porque num sentido real, espiritualmente levou uma lavagem ao cérebro. Por isso precisa de ser imerso na verdade bíblica de quem Deus realmente é e o que Ele fez para determinar a questão do seu valor e aceitação.

Para que isso aconteça, pode tomar um de dois rumos básicos: a fuga ou a luta. Não existe nenhuma lista nítida para o ajudar a decidir qual é a melhor opção; finalmente, terá que tomar atenção ao que se está a passar consigo e ao seu redor, e especialmente ouvir o que Deus lhe diz para fazer. As perguntas no final do artigo poderão ajudá-lo a clarificar o que Ele está a dizer.

Se decidir ficar, não seja ingénuo. Eis algum conselho sobre a luta que enfrentará:

Decida a quem irá servir. Não pode servir a Deus e ao Seu povo se a sua motivação principal for agradar os outros.

Esteja pronto para a resistência. A Bíblia diz-nos que a verdade normalmente se depara com a oposição e ameaças.

Continue a dizer a verdade. Essa é a melhor oportunidade que tem para quebrar os “códigos” fraudulentos que as pessoas têm para comunicar.

Saiba quem é o seu verdadeiro inimigo. As pessoas poderão ser usadas por Satanás, mas as pessoas não são o inimigo; Satanás é. “A nossa luta não é contra a carne e o sangue” (Efésios 6:12).

Agarre-se ao Sumo Pastor. Não é necessário ou útil deixar crescer em si uma ira agressiva; devemos depender de Deus para acertar as coisas. Agarre-se a Ele.

Confronte o fermento. O “fermento” de que Paulo nos avisou é o legalismo (veja Gálatas 5:9). Exponha--o.

Saiba como funciona um sistema espiritual saudável. Um sistema saudável é um corpo de muitos membros, todos com dons e necessidades, inter-relacionados e inter-dependentes uns dos outros. No centro do sistema está Jesus, o verdadeiro Cabeça.

Entretanto, deve experimentar relacionamentos seguros onde possa curar-se das suas feridas psicológicas e espirituais.Descubra amigos que entendam e fale-lhes disso. Arranje apoio. Nesse contexto saudável, pode receber permissão e oportunidades para praticar receber o seu sentido de identidade como uma dádiva de Jesus.

Acima de tudo, escute Deus. Isso poderá ser especialmente difícil porque o sistema espiritualmente abusivo do qual fez parte, provavelmente tentou impedir o seu ouvido espiritual. Mas Deus nunca o deixa ou abandona. Se escutar, Ele falará - e a Sua verdade o libertará das amarras do abuso espiritual.


SAIO OU FICO E LUTO?

Eis onze perguntas que deve fazer a si mesmo a fim de determinar se deve saír ou fugir de um sistema espiritualmente abusivo ou ficar e tentar mudá-lo.


Como escolhe entre a luta ou fuga? Faça as seguintes perguntas a si próprio. As suas respostas devem ajudar a clarificar o curso de acção que será melhor na sua situação.


1. Será que a graça tem alguma chance aqui? Porque Deus está no controlo, a graça sempre tem uma chance. Mas as situações nem sempre dão a volta.

2. Está a apoiar o que detesta? Está a contribuir com o seu tempo, dinheiro e energia para ajudar a manter algo que, para ser honesto, acha que está errado?

3. Precisa de estar certo? Está a usar a sua insistência de que está certo como um pretexto para ficar porque as outras pessoas estão erradas e elas é que deviam sair?

4. Pode ficar e ao mesmo tempo permanecer saudável? O sistema não merece que perca nem a sua saúde espiritual, psicológica e física, nem a da sua família.

5. Pode decidir os seus próprios limites e firmar-se a eles? Se ficar e lutar, precisa de determinar quanto de si está disposto a investir sem ver mudanças saudáveis. Estabeleça os seus limites, e arrange alguém fora do sistema a quem possa prestar contas.

6. Crê genuinamente que Deus Se preocupa mais com o sistema do que você? Se luta em se sentir responsável por consertar qualquer problema, terá dificuldade em deixar qualquer lugar onde os problemas não tenham sido resolvidos. Reconhece que Deus os pode consertar sem você?

7. É possível que o sistema possa precisar de morrer? Por vezes, Deus escreve “Ichabod” - “a glória do Senhor partiu” - dum sistema e sai.

8. Está a tentar ajudar o sistema, mesmo estando exausto? Se sim, não está mais a descansar em Deus.

9. É capaz de ouvir a voz da sanidade? Descubra as pessoas que deixaram o sistema mas que foram amáveis e graciosos quando o fizeram. Pode receber o que eles têm para dizer?

10. Sabe realmente onde semear? O sistema em que está a tentar “semear” é o verdadeiro bom solo ou o solo rochoso?

11. Se viesse hoje pela primeira vez, sabendo o que sabe agora sobre o sistema, ficaria? Se a resposta é não, então porque fica?


20 comentários:

  1. Este tema é polémico e actual e está cada vez mais enraizado nas Igrejas Evangélicas.
    Faz-nos lembrar a época de Cristo quando andava na Terra e a Igreja só tinha Doutores e poucos
    seguidores.
    Hoje é o k se vai verificando, dando ideia de k as Igrejas Evangélicas não passam de Organizações Formadoras ou de trampolins para acesso ás Universidades. Lógicamente k tudo isto se restringe a uma minoria quase silênciosa k tenta não dar nas vistas mas, os seus sinais exteriores de riqueza são a sua maior dor de cabeça para os seus "seguidores". Vivem debaixo de uma Santidade ou Excelência, como está na moda, pouco convincente e algo fanatizada pork só vivem na Igreja e é dela k tb vivem, o k provoca um não estar e contestação
    no seu seio.
    É k, no passado recente, TODOS se tratavam por irmãos na Fé! Hoje é o Pastor XPTO k através da Igreja de Cristo tirou o seu Curso Académico e hoje já não é só o irmão!...É o Sr. Dr!! Tudo isto para dizer que passamos de uma congregação de seguidores de Cristo a uma congregação de Doutores! Mas será que para pregar a palavra de DEUS é preciso assim tanto Doutor?
    Não será esta forma de estar da Igreja Actual a razão para se dizer k a mesma está debaixo da
    "Feitiçaria Espiritual"??
    Cada um sabe de si e DEUS de TODOS!!!

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  2. Amigo e irmão Cardoso.
    O prosélitismo denominacional, o "culto" ao pastor e uma mescla de new age na mensagem dos evangelhos é infelizmente uma realidade em Portugal desde os anos noventa.
    Grato pela coragem. Parabéns
    David Pereira

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  3. Sob os Teus pés

    "Eu espalhei o meu coração sob os Teus pés." (J.T. Parreira)

    Sob os Teus pés
    espalho os sonhos
    do meu coração
    como frágil algodão
    pelo caminho pedregoso
    para que os Teus passos
    se elevem sobre o chão
    e revelem sem cansaço
    a direcção do norte
    e da sorte
    aos meus pés cheios de sombras
    duvidosas
    e ardilosas.
    Como uma bússola
    sigo os Teus pés
    na direcção certa
    na direcção correcta
    pois sei que os meus sonhos
    estão guardados
    sob os Teus passos
    e repasso
    a outros pés cansados
    e esgotados
    os caminhos dos Teus pés
    adorados.
    Sem vacilar, a todos
    direi
    que confio nos Teus pés
    de Senhor
    do amor
    e Rei

    (mar) 28/03/10

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  4. Que Deus seja glorificado nesta palavra tão poderosa e crucial nos nossos dias. A Igreja, não pode ser um movimento puramente organizacional, mas sim humano. Na verdade, esta situação tem enfraquecido o conceito de igreja e tem afastado a presença de Deus das mesmas. Creio que este tema é tão profundo, que daria oportunidade e espaço a uma serie de estudos sobre isto.
    Deixo uma palavra que muito me ajudou e continua a ajudar: "Nisto conhecerão todos que sois meus discípulos, se tiverdes amor uns aos outros." João 13:35. Pedro Machado

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  5. Muito bom, João.
    Pedro Duarte

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  6. WOW - Vejo excelência dívina e inspiração vinda do Alto neste artigo, que tem tudo para se tornar numa referência entre nós.
    Hélder Inocêncio

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  7. Tudo acontece até pk está escrito que tudo isso vai acontecer mas amigo quém ama um Deus verdadeiro está livre disso tudo é preciso é as pessoas acreditarem e não se deixarem levar.Ninguém tem poder para curar ou libertar as pessoas só e sómente Deus!
    Jesus nos advertiu que “falsos Cristos e falsos profetas” virão e tentarão enganar até mesmo os eleitos de Deus (Mateus 24:23-27
    veja também 2 Pedro 3:3 e Judas 17-18). Para melhor se prevenir contra a falsidade e contra falsos mestres – conheça a verdade. Para detectar uma imitação, estude a coisa verdadeira. Qualquer crente que “maneja bem a palavra da verdade” (2 Timóteo 2:15) e que faz um estudo cuidadoso da Bíblia pode indentificar falsa doutrina. Por exemplo, um crente que leu as atividades do Pai, Filho e Espírito Santo em Mateus 3:16-17 irá imediatamente questionar qualquer doutrina que negue a Trindade. Portanto, o “primeiro passo” é estudar a Bíblia e julgar todo ensino de acordo com o que diz a Escritura.

    Para estudar mais, revise os livros da Bíblia escritos especificamente para combater falsos ensinamentos dentro da igreja: Gálatas, 2 Pedro, 2 João e Judas. Freqüentemente é difícil identificar um falso mestre/falso profeta. É disso que se trata um “lobo em pele de cordeiro”. Satanás e seus demônios se mascaram como ministros de justiça (2 Coríntios 11:15). Apenas sendo inteiramente familiar com a verdade você será capaz de reconhecer uma imitação.

    Deolinda Leones

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  8. E não só. A influência de demónios (Cegueira Espiritual, mentira e engano), pode levar essas pessoas a nunca aceitarem a verdade da Palavra de Deus. Oração, desejo de maior intimidade com Deus são parte da solução.

    Ministério Recado Especial

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  9. A Palavra de Deus não muda! Concordo plenamente com a Deolinda. Quem conhece a verdade não se deixa enganar!!

    Joaquina Simões

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  10. Que grande texto João. Obrigado!

    Manuel Adriano Rodrigues

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  11. É isso mesmo, Pt. David Pereira. E aproveito para dizer à Amada Deolinda que existem muitos, que amam a Deus com sinceridade, mas porque nunca conheceram outra realidade do Reino de Deus, deixam-se enganar. Os rudimentos da doutrina de Cristo nunca são negados. Mas as doutrinas abrangentes à alma e salvação, são alteradas, para engano.
    Eu sei do que falo.

    Ministério recado Especial

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  12. Pois ... em Cristo devemos ser Livres!!!

    Rute Isabel Galvão

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  13. Sim é verdade mtos amam mas não conhecem amam o que lhes disseram para amar e dou o exemplo de fátima ,pk a verdade é que o 1º mandamento é amar a Deus sobre todas as coisas.
    Em mtos casos esse é ignorado.
    Peço desculpa mas tomei o atrevimento de ver o seu perfil e Graças a Deus eu tb sou Evangélica.
    Já agora convido a ver o grupo que criei (cantinho da fé) aqui no facebook
    Obrigada

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  14. O meu marido e eu já temos passados anos em igrejas assim. Matam os espiritos das pessoas. E é muito difícil sair delas sem ficar magoado.

    Susan H. Price

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  15. Parabéns João, admiro a coragem e forntalidade com que abordaste a questão. Discordo com a Srª. Deolinda no aspecto de associar os tempos actuais com uma geração circunscrita por Jesus, apesar de em todos os tempos surgirem comportamentos idênticos, não são os que o Senhor se referiu.

    João Pedro Gonçalves Robalo

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  16. Pastorzão, não leve a mal chamá-lo assim :) adorei a palavra e vou já reencaminhá-la a pessoas que urgem por ouvi-la e precisam libertar-se vivamente de comer o pão bolorento que não se renova a cada manhã. É uma tristeza isso existir... mas k bom k há kem consiga ir contra esse neo-farisaísmo de forma tão cuidada de modo a não ferir susceptibilidades. Um valente abraço a fico expectante na sua vinda cá. Bjos

    Liliane Mira

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  17. Nunca falamos, nem nos encontramos, nem nos conhecemos, no entanto, vejo retratada a minha vida nos últimos 10 anos, nas suas palavras... Ao ler o que estava escrito não podia acreditar, foi tudo o que eu vivi! Certo que não conseguia ver, pois estava demasiado envolvido a tempo inteiro com a igreja, mas a determinada altura sentia que vivia uma contradição, pois a minha vida piorava, no silêncio dos problemas que surgiam, mas simplesmente os ignorava. Pois eram catalogados de "falta de Fé" ou de "estar a viver em pecado escondido", agora parece surreal falar disto mas muitas vezes quem vive não consegue ver...Experimentei de perto o jugo, opressão, descriminação, inveja, julgamento, calunia mas sempre com muita, muita subtileza, ao ponto de esgotar emocionalmente: de achar que não valia nada, não era capaz de fazer nada certo! Parece surreal falar nisto agora, mas esses foram os resultados do meu envolvimento com a tão chamada "obediência" a autoridade. Ao ler o que escrevo pareço uma pessoa fraca,de fácil influência mas desde que tive um encontro real com Jesus, era movida pelo Amor de servir a Deus com todo o meu coração...
    Após olhar para a minha vida e verificar que: Alegria e Gozo já não havia,mas sim cansaço de tanto julgamento, hipocrisia, engano, que contradiziam com a sinceridade e a verdade de servir um Deus que nos Ama, não nos condena, mas sim nos liberta do pecado. Agora entendo porque na Bíblia está escrito que os tempos tiveram que ser abreviados...
    Agora, sinto que Jesus me salvou outra vez! Mas, não sei bem em que ponto me encontro, como alguém dizia lá atrás: saimos muito magoados...desconfiados...como confiar outra vez, noutra igreja, haverá sempre pregadores...
    Obrigado!
    As palavras (corajosas!) vieram confirmar novamente o que Jesus disse: "Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida" e a verdade vos Libertará!

    Aifos

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  18. Muito bom. Texto que deveria ser ministrado como seminario para líderes em muitas nações, inclusive o Brasil. No ano passado estive a ministrar para líderes e enfatizei alguns pontos como esses. Mas ficaria muito melhor se viesse de um pastor de fora, que nada sabe da realidade local, pois sabes que infelzmente é assim que funciona. Parabens pastor, essa visão é necessaria e urgente.

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  19. Fantástico artigo! Muito pertinente nos dias de hoje. O que continua a impressionar-me não são os líderes q são "feiticeiros" ou "lobos". São os q permanecem debaixo da sua autoridade. Como dizia Martin Luther King: "O q me preocupa não é o grito dos maus, é o silêncio dos bons".

    Hugo Pinto

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  20. Gostei Pastor que DEUS o continue abençoar com a verdade da Palavra de DEUS e lhe dê unção de ousadia cada vez mais gostei do seu blog um abraço da sua irma em Cristo.

    Emília Henriques

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